Sexta-feira, Novembro 20, 2009
20 Anos de direitos das Crianças
Não foi por acaso que coloquei no título crianças com maiúscula, não, não foi.
Afinal, se é certo que dentro de cada um de nós existe uma criança, a verdade é que as crianças reais, aquelas que ainda não cresceram fisicamente, tanto como mentalmente, existem mesmo e... têm direitos!
Se eu há 20 anos soubesse disso, tinha dito à minha mãe, várias vezes, que tinha direitos e ela não podia zangar-se comigo, nem ralhar-me quando me portava mal, nem castigar-me ou bater-me quando fazia asneiras, ou não estudava, ou não comia, ou...
Os meus filhos fazem-me as mesmas queixas e eles nem se lembram que existe algo como uma declaração Universal dos Direitos da Criança. Hoje na escola falarão sobre o assunto e chegarão a casa ao fim do dia cobertos de reivindicações porque afinal sempre têm direitos e não só obrigações...
Eu chegarei a casa munida de uma dose extra de paciência e talvez bastante humor também, para lhes dizer que é bom sabermos os nossos direitos, mas devemos igualmente conhecer bem os nossos deveres. E depois?
Depois retomaremos a vida normal e rotineira, porque a bem dizer, as reivindicações que eu tinha e que eles têm não são de facto reivindicações, pois não? É normal que tenhamos um castigo quando nos portamos mal e também é correcto que a cada direito corresponda um dever...
Depois... mostrar-lhes-ei, com parcimónia e muita tolerância, que há pelo mundo fora crianças que não têm direito a ir à escola, que não têm direito a brincar, que não têm direito a um tecto ou comida e... mais grave ainda, há crianças que não têm direito ao amor e carinho da família.
Para elas foi feita a Declaração Universal há 20 anos, a pensar nelas...
Mas, agora pergunto eu, terá sido mesmo a pensar nelas?
Em 20 anos de Declaração Universal o que mudou de facto?
As crianças mesmo sabendo os seus direitos terão direito a reivindicá-los?
Terão a possibilidade de fazer-se ouvir perante alguém que lhes bate, que lhes retira a dignidade, que se impõe pela força, que ameaça e concretiza, que lhes mostra que só tem direitos quem tem força?
De que adianta a Declaração? A quem adianta a Declaração? Para quem foi pensada?
A minha teoria, louca, é a de que a Declaração vale quando os adultos, os poderosos querem e não tem validade para as crianças...
Estarei errada, mesmo?
Não vou dizê-lo aos meus filhos, mas para já uma ideia saída da boca de duas crianças de 10 e 8 anos - Então e qualquer criança pode dizer que tem direitos a quem quiser? qualquer criança? Mesmo?
Os olhos incrédulos observam cada movimento que faço, cada expressão no meu rosto e como que adivinhando a resposta, um sorriso vai-se desdobrando nos cantos dos lábios...
Conhecem-me bem os meus filhos, conhecem-me mesmo muito bem...
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Segunda-feira, Novembro 09, 2009
...
Peço desculpa aos "imensos" leitores pela ausência que tem de facto sido forçada!
Por razões de estudo profundo e profuso, que promete prolongar-se ainda por algum tempo, tem-me sido impossível vir aqui deixar as minhas patacoadas costumeiras...
A ver vamos se a coisa se compõe e volto a debitar a asneirada do costume...
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Sexta-feira, Outubro 16, 2009
Eu não acredito em teorias da conspiração, mas...
Que las hay, las hay
roído por: indomável at 11:09 AM 5 roedores dixerunt
Terça-feira, Outubro 13, 2009
O que é Arte?
Desde sempre que a Humanidade se debate com a questão da Arte.
O que será Arte? Para que serve? A sua racionalidade e a sua finalidade têm sido as mais discutidas, pelos maiores filósofos da antiguidade e ainda nos nossos dias...
Mas afinal a simplicidade extrema é a de concluir que a Arte existe! Simplesmente existe!
O ser humano cria imitando e reinventa o que o rodeia, pelo simples gozo de partilhar algo que lhe foi concedido no momento da criação - o dom de tocar cada um de nós com um gesto, com um som, com uma expressão...
Ou então, quando uma simples história nos é contada com as mãos e com um elemento da natureza...
Deliciem-se:
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Sexta-feira, Outubro 09, 2009
Espalhar a compaixão...
CHARTER FOR COMPASSION TRAILER from TED Prize on Vimeo.
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Quinta-feira, Setembro 24, 2009
No reino das impossibilidades
"A Entidade Reguladora da Saúde encontrou falhas nos procedimentos adoptados pelo serviço de oftalmologia do Hospital de Santa Maria. Esta entidade revelou que não existe manutenção esterilizada de medicamentos neste serviço e que as falhas encontradas podem ter consequências graves."
Em Portugal, as responsabilidades seja do que for, morrem sempre solteiras e são sempre muito difíceis de provar as más práticas e a má fé.
Fica-nos então o descanso de saber, que não existe ainda nenhum sindicato dos contribuintes ou dos utentes do serviço Nacional de Saúde!
Mas agora questiono-me, se será possível que sempre tenham existido estas falhas e só agora, porque providencialmente vários doentes ficaram cegos ao mesmo tempo, se deram conta delas no Hospital de Santa Maria?
roído por: indomável at 5:19 PM 5 roedores dixerunt
dentadas: inconformismo
Quarta-feira, Setembro 23, 2009
Isto parece o Estado Novo
via Portugal e outras Touradas
roído por: indomável at 10:46 AM 3 roedores dixerunt




